quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Jovens ignoram política


Os jovens já podem votar aos 16 anos, que é um ato importante de cidadania para o fortalecimento da democracia no país. Apesar dessa oportunidade proporcionada pela Constituição Federal, os jovens brasileiros – com raríssimas exceções – não estão preocupados com o quadro da política nacional.
Sem buscar informação ou orientação de pessoas qualificadas, por exemplo, nas escolas que freqüentam ou nos meios políticos, os jovens apenas têm o título em mãos. É a mesma coisa que ser proprietário de um carro e não saber dirigir. Conclusões começam desde cedo serem massa de manobras para aqueles que já estão escolados na arte de fazer política de uma forma ilícita.
A inserção da juventude na Política é de extrema importância para renovar quadros, trazer novas idéias e construir um novo caminho. Os jovens não podem ficar omissos, tem que acreditar na força como instrumento de transformação.
O Jovem seja ele de direita ou esquerda, independente da sua ideologia, do partido em que esteja não pode ficar ausente das discussões que envolvem nosso futuro.
No exercício da cidadania, a participação do jovem amplia os espaços públicos, assim acabando com o individualismo na sociedade política. O eleitor jovem deve compreender que a política faz parte do nosso dia-dia e é fundamental para sobrevivência da sociedade. Devemos aumentar a participação da juventude nos debates políticos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Doença Hereditária


RACISMO?
PRECONCEITO?
DISCRIMINAÇÃO?

NÃO!!!!!!
EU QUERO É IGUALDADE

BRANCOS
NEGROS
ÍNDIOS
TATUAGENS
RICOS
POBRES
CULTURA DE ALGUNS POVOS
ORIGEM ( norte, sul, leste , oeste )
EMOS
CRISTÃOS
MUÇULMANOS
DEFICIENTES FÍSICOS
DEFICIENTES MENTAL
HOMOSEXUAIS
GORDOS
MAGRELOS
ALTURA
ROCKEIROS, SERTANEJOS, SAMBISTAS, ROMANTICOS, DRAMATICOS....ENFIM.
RACISMO É UMA TEORIA INVENTADA PELO SER HUMANO (HOMEN BRANCO), QUE AFIRMA SER SUPERIOR ENTRE OUTAS RAÇAS.
COM ESSA TEORIA AFIRMA-SE NO DIREITO DE "DOMINAR, "DISCRIMINAR", "REBAIXAR" E MUITAS VEZES "MALTRATAR".

PURA IGNORÂNÇIA!!!!

E OS MAIS AFETADOS POR ESSE TIPO DE GENTE SÃO OS POVOS DE RAÇA NEGRA E ETNIA CIGANA.
QUEREMOS UM MUNDO ONDE TODOS FOSSEM UNIDOS, TODOS VIVENDO COMO UM SÓ, UM
SÓ IDIOMA, UM SÓ PAÍS...
ALGUÉM JÁ TEVE ESSE SONHO? (EU TENHO)
VAMOS TRATAR TODOS COMO SE FOSSEM NOSSOS IRMÃOS
VAMOS TODOS RESPEITAR OS GOSTOS E DEFEITOS DE CADA UM

FORA AO RACISMO E PRECONCEITO

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Enfim... quem disse que ser adulto é fácil ????


O bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.

Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... Ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.

Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?

O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.

Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.

E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.

Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

TEXTO PARA HOMENS INTELIGENTES

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores
Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flor murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidadeÉ da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apóie.

Cérebro feminino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite:
Mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

E meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.

Só tem mulher quem pode!







PENSE NISSO . . .

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Oito anos sem Tim Lopes


"Triste Fato"
Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, conhecido como Tim Lopes, foi um repórter brasileiro. Cursou Jornalismo na Faculdade Hélio Alonso (FACHA), Rio de Janeiro.
Ele desapareceu em 2 de junho de 2002 e depoimentos de traficantes presos indicam que foi morto entre às 22h e 24h daquele dia.
Em 2001, recebeu o Prêmio Esso pela reportagem “Feirão das Drogas”, em que denunciava, a venda livre de drogas no complexo do Morro do Alemão. Recebeu ainda o 11º e o 12º Prêmio Abril de Jornalismo na categoria Atualidades pelas matérias “Tricolor de Coração” publicada na revista Placar, e “Amizade sem Limite”. Em fevereiro de1994, recebeu um prêmio de melhor reportagem feita no jornal O Dia pela série “Funk: som, alegria e terror” - ironicamente, o mesmo tema de sua última grande reportagem.
Morte

Segundo testemunhas, a morte de Tim Lopes foi definida pelo traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, um dos líderes do grupo criminoso Comando Vermelho, que dominava na época o Complexo do Alemão. As investigações indicam que participaram do crime outros nove traficantes de sua quadrilha. Antes da execução, os traficantes fizeram uma espécie de julgamento para decidir sobre a morte do jornalista. Ele foi torturado antes de morrer, com golpes de uma espada ninja. Seu corpo foi queimado na localidade da Grota.
Ele também teria sido esquartejado antes de ser queimado, método popularmente chamado como "micro-ondas" e usado para ocultar o cadáver e o crime.
Tim Lopes foi homenageado pela escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi no carnaval do ano seguinte, com o enredo "Não calem minha voz", uma homenagem à imprensa, onde um dos versos dizia "a verdade tim-tim por tim-tim", numa referência ao apelido do jornalista.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

LIBERDADE ESSA PALAVRA . .

“Liberdade- essa palavra que o
sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda”.


Cecília Meireles

sexta-feira, 23 de abril de 2010


"Criança tem que ser criança. Por que uma criança, com 4 ou 5 anos de idade, que não tem coordenação motora nem para fazer um desenho, nem para fazer uma bolinha de massinha, vai conseguir mexer num computador? Por que não colocar essa criança para brincar na terra ao invés de ficar presa numa sala de aula na frente de uma máquina que faz as coisas por você?Sou da opnião a qual a criança deve sim estudar desde pequena, mas não ficar 5/6 horas por dia dentro de uma sala de aula, cercada de papéis, lápis, canetas e palavras, palavras, palavras...
Sou da opnião que a criança está para a brincadeira, assim como a brincadeira está para a criança.
#PRONTO FALEI !

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Companheiros do Conselho de Leitores - Bom Dia -

Minha modesta homenagem!

Brindados fomos com a honrosa missão de representar os leitores deste consagrado matutino para acompanhar a trajetória, o perfil jornalístico, a preocupação com a leitura fácil, com a transparência, que um veículo de comunicação deve ter, quando se acredita e se deseja praticar e consolidar a democracia.

O que não imaginávamos é quão incrível, difícil, mas emocionante, seria uma viagem dessas de participar, de uma mínima parte que seja, e ajudar a preparar um jornal escrito, com a responsabilidade que se deve ter para que ele chegue aos seus leitores e seja bem recebido e respeitado.

Mais que conselheiros dos leitores, fomos uns garotos(as) brincalhões de 40, 50, 60, 70, 80 anos, e uns sérios senhores(as) de 18, 19 e 26 anos, todos com a mesma ansiedade, responsabilidade, desejo e expectativa de cumprir seu papel e aproveitar bem esta incrível oportunidade de vivenciar os bastidores de um grande veículo de comunicação.

Dessas nossas “brincadeiras” de crianças grandes, ansiosas e desejosas de, numa missão tão delicada e importante, corresponder aos anseios dos leitores e também de estar comprometidos com o perfil jornalístico desejado, que atenda a todas e tantas preferências, levamos para nossas vidas um aprendizado valioso e inesquecível.

Importa-nos também o sentimento de que, se fizemos e o que fizemos, foi por acreditar nessa inovadora e democrática proposta dos gestores do jornal de oferecer um jornalismo diferente, moderno, interativo, democrático, em respeito àquelas pessoas que entendemos ser a razão da existência de um veículo de comunicação responsável, que são os leitores.

Agradecemos, pois, a todas as pessoas envolvidas na preparação do nosso Bom Dia Rio Preto, pela oportunidade que nos deram de estarmos juntos nessa viagem incrível, e pelo respeito que sempre demonstraram ter por nossa modesta mas sincera e responsável colaboração, enquanto membros do Conselho de Leitores.

"José Elias Bessa
Administrador"

quinta-feira, 1 de abril de 2010

UM DEFEITO NA MULHER


Quando Deus fez a mulher já estava em seu sexto dia de trabalho fazendo horas extras.
Um anjo apareceu e Lhe disse: 'Por que leva tanto tempo nisto?'
E o Senhor respondeu: 'Já viu a minha ficha de especificações para ela?'
Deve ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa, até sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos. '
O anjo se maravilhou com as especificações.
'Somente duas mãos... Impossível!' E este é somente o modelo básico?
É muito trabalho para um dia... Espere até amanhã para terminá-la. '
Isso não, protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é favorita de Meu próprio coração.
Ela se cura sozinha quando está doente e pode trabalhar jornadas de 18 horas. O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.

'Mas o Senhor a fez tão suave... '
'É suave', disse Deus, mas a fiz também forte. Você não tem idéia do que pode agüentar ou conseguir.
'Será capaz de pensar?' Perguntou o anjo. .
Deus respondeu:
'Não somente será capaz de pensar, mas também que raciocinar e de negociar’.

O anjo então notou algo e estendendo a mão tocou a bochecha da mulher...
'Senhor, parece que este modelo tem um vazamento...
Eu Lhe disse que estava colocando muita coisa nela... '
'Isso não é nenhum vazamento... É uma lágrima' corrigindo-o o Senhor.
'Para que serve a lágrima, ' perguntou o anjo.

E Deus disse:
'As lágrimas são sua maneira de expressar seu destino, sua pena, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento, e seu orgulho. '
Isto impressionou muito ao anjo 'O Senhor é um gênio, pensou em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa'
Sim é!
A mulher tem forças que maravilham aos homens.
Agüentam dificuldades, levam grandes cargas, mas têm felicidade, amor e alegria.
Sorriem quando querem gritar.
Cantam quando querem chorar, choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam pelo que crêem.
Enfrentam à injustiça.
Não aceitam 'não' como resposta quando elas crêem que há uma solução melhor.
Privam-se para que a sua família possa ter.
Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir.
Amam incondicionalmente.
Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando seus amigos ganham prêmios.
Ficam felizes quando ouvem sobre um nascimento ou um casamento.
Seu coração se parte quando morre uma amiga.
Sofrem com a perda de um ente querido, entretanto são fortes quando pensam que já não há mais forças.
Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração partido.
Entretanto, há um defeito na mulher:
É que ela se esquece o quanto vale.

Amiga isso é para lembrá-las o quanto vocês maravilhosas...
E não esquecer que homens às vezes necessitam ser lembrados disso.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Para refletir


A professora de filosofia da comunicação passou um trabalho há cerca de um mês. Até ai nada de anormal, mas com o desenvolvimento do trabalho percebi algumas coisas, por exemplo:
É lógico que para ser um jornalista de sucesso é preciso ter conhecimento, senso crítico e saber apurar os fatos com precisão e seriedade.
Mas será que fazendo trabalhos quilométricos, resumindo três apostilas de mais ou menos 100 páginas e voltando ao século XVII, vamos ficar tão envolvidos com o cotidiano?
Quero ter logo uma resposta para essa pergunta. Não seria melhor se todas as aulas do curso de Comunicação Social (jornalismo, relações públicas e publicidade e propaganda) fossem destinadas para estudar atualidades? Como o que acontece no dia-a-dia!
Talvez até algumas aulas de história, quem sabe. Por exemplo, será que algum estudante do 1º ou do 2º ano (Comunicação Social) sabe onde fica o Everest? O que foi a Guerra dos Farrapos? Ou, qual o verdadeiro motivo da guerra entre Estados Unidos da América e Iraque?
Pois é, estamos estudando muita “teoria”. Isso é ótimo, mas a prática, que realmente interessa, veremos só lá no 4º ano da faculdade, próximo à formatura, sem saber se os formandos estão preparados para ser jornalistas competentes ou se excelentes ouvintes de curso vago de filosofia.
Pense nisso.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ciência x Religião - Quem está certo?

Viva !


Nem se quisesse o furacão Leila Roque Diniz, ou Leila Diniz, como ficou imortalizada, passaria despercebida no Brasil.
Primeiro porque a carioca, que se formou professora, dedicou-se à carreira de atriz e participou nada menos que 14 filmes, 12 telenovelas e inúmeras peças de teatro na curta carreira que manteve.
Depois, pela personalidade polêmica e ousada que não fazia questão de esconder em plenos anos 60-como exemplos, basta lembrar das fotos grávida, de biquíni, na praia(que escandalizou a sociedade feminina á época) e também da entrevista ao jornal "OPasquim", na qual Leila, entre um palavrão e outro, dizia frases como " Você pode amar muito uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo."
Com esse tipo de comportamento, a atriz e modelo era perseguida pela direita conservadora, não agradava a esquerda e era considerada vulgar peças mulheres dos anos 1960- por outroa lado,hoje, é tida como uma mulher à frente de seu tempo, exemplo na luta pela igualdade de direitos e pelo fim do machismo.
Contudo, as polêmicas e a carreira de Leila foram abreviadas por um desastre de avião quando ela tinha apenas 57 anos, em Nova delhi`(Índia), durante o retorno de uma viagem a Austrália.

Fonte: Jornal Bom Dia.

Haeee Galera, vamos combinar, Leila Diniz é nossa heroína, mulher de muita coragem e invejável aos olhos de muitos -e "Muitas"- .
Leila o nosso MUITO OBRIGADA,por ter queimado o sutiã em praça pública, e nos ter ajudado a ser mulheres Livres e felizes!
=)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Se ele soubesse

Se os homens soubessem como é fácil agradar uma mulher…

Ele tirou do bolso um pacote pequeno e disse: “Isso é para você”. Fiquei sem fala porque não esperava. Era uma lembrança mínima, delicada, talvez não tenha custado quase nada, mas durmo com ela ao meu lado desde aquele dia.

Um homem deveria entender nossas sensibilidades. As diferenças que nos tornam mulher. As que, mesmo com o tempo de luta para evoluir, não deixaram de pertencer à típica essência feminina. Embora passem os anos adoramos tê-las perto de nós.
Podemos desbravar o mundo com as nossas lanças afiadas. Controlar os instintos para que não derrubem os alicerces que foram fincados no chão para nos proteger das leis do passado. Estudar, possuir cursos e chefiar pessoas no trabalho. E, mesmo assim, jamais deixamos de sonhar. De delirar com lindos vestidos de seda nas vitrines. Sapatos que tornem nossas pernas mais torneadas. A maquiagem que brilha na face e nos transporta a lugares desiguais para que um ser masculino saiba onde fica. É fantasia. Êxtase. Mania de pó translúcido, lápis preto e rimel aos borbotões. No fundo o lema é: Ilumina mulher. Faz de conta que nada consegue apagar a luz que mora em seu coração.

Queria dizer a um ELE que dê mais flores para a mulher. Um mimo que de tão pequeno não imagina o que provoca. A lembrança tirada do bolso despretensiosamente e que entrega assim, do nada. E que efeito faz. Que brilho a vida rosada transparece. Se ele soubesse o quanto precisamos de detalhes. Dos que ficam guardados na lembrança pelo resto da existência, não deixaria de oferecer a riqueza de um grão de arroz com o nome da amada gravado ou um chaveiro que acende. Mínimos tesouros vivos. Preciosos diamantes.

Se um ELE soubesse como o bilhete no papel de chiclete ficou para sempre acomodado na gaveta dos sonhos. O que ela sente quando revela que guardou uma de suas calcinhas. A foto mínima e sensual e com seu rosto, bem escondida, para ninguém achar. Frações de sentimentos, prazeres que mexem com a carne fêmea. Que faz as asas dos sentidos voarem em liberdade.

Mulher gosta de pingos nas letras. De corações azuis espalhados na cama. De pétalas de rosas jogadas no chão do quarto. De velas acesas em torno da banheira de hidromassagem. De fortuitos beijos e transas no banheiro de uma festa.

Se um ELE soubesse que pequenos detalhes nos tornam grandes. Motivam. Engrandecem a autoestima. Que não precisa gastar tanto dinheiro com presentes caros. É claro que adoramos jóias, mas que junto a elas esteja um cartão escrito: “Mulher da minha vida”.

Não adianta dizer que perdemos a feminilidade com as lutas travadas durante séculos. . Que a delicadeza não mais importa. Que o cheiro de uma mulher não mexe com os homens. A lingerie que distorce as leis objetivas tão masculinas. Um simples e pequeno pano rendado que transtorna os hormônios e aceleram a busca de suas mãos através de nossos corpos. Que poder!

O olhar que desnuda. Os dedos que seguram firmes nossas coxas. As mordidas sutis nas curvas dos seios, as loucas investidas no íntimo de nós.

Se ele soubesse que quando esquece só por instantes o rico projeto em que trabalha e oferece os braços em um abraço, não mais nos deixaria de lado tantos dias. Telefonaria para dizer “boa noite” ou “bom dia” e que para nós representa “eu te amo”.

Como é bom observar quando um charmoso de um metro e oitenta tropeça quando nos vê. São aqueles detalhes, entende? Quem esqueceria algo assim?

Um ELE deve saber que uma ELA precisa de marcas que a deixe sonhar até o próximo encontro. Que é a escolhida entre tantas, que seu rastro marca o espaço entre os dois. Também a presentearia com uma pedra do fundo do oceano de um lugar proibido de resgatar lembranças quando foi mergulhar. Para ela daria, para mais ninguém.

Se um homem acreditasse nessa necessidade de carinho. Nos hormônios que desfalecem quando vibram com o som da voz nos amando. Das brincadeiras quando se encontram. Os bombons de licor. As paçocas baratas. O refrigerante doce. Pois é, só detalhe, mas que uma mulher jamais esquece. Como sair do caminho para vê-la de longe, só para matar a saudade. Tantas coisas um homem poderia fazer para nos ter amantes. E esses pedaços do céu não são encontrados em nenhuma loja e sim em sua criatividade.

Tomara que um ELE leia esse texto. Que possa guardar como lembrança o sinal dos tempos. O desejo que externamos e não põem em prática, mas que nunca desistimos de pedir. Se percebesse o que uma mulher precisa para ficar feliz, tiraria a foto da lua cheia ou lhe entregaria um vidro pequeno de purpurina dizendo ser o pó das estrelas. E nós, queridos, acreditaríamos porque somos chamadas Mulher.

"Beth Valentim "

Quando o substantivo e o artigo se encontram

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula... ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso, a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma “mesóclise-a-trois”. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. Ponto final."

Redação feita por uma aluna do curso de Letras da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco - Recife ).