quarta-feira, 2 de junho de 2010

Oito anos sem Tim Lopes


"Triste Fato"
Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, conhecido como Tim Lopes, foi um repórter brasileiro. Cursou Jornalismo na Faculdade Hélio Alonso (FACHA), Rio de Janeiro.
Ele desapareceu em 2 de junho de 2002 e depoimentos de traficantes presos indicam que foi morto entre às 22h e 24h daquele dia.
Em 2001, recebeu o Prêmio Esso pela reportagem “Feirão das Drogas”, em que denunciava, a venda livre de drogas no complexo do Morro do Alemão. Recebeu ainda o 11º e o 12º Prêmio Abril de Jornalismo na categoria Atualidades pelas matérias “Tricolor de Coração” publicada na revista Placar, e “Amizade sem Limite”. Em fevereiro de1994, recebeu um prêmio de melhor reportagem feita no jornal O Dia pela série “Funk: som, alegria e terror” - ironicamente, o mesmo tema de sua última grande reportagem.
Morte

Segundo testemunhas, a morte de Tim Lopes foi definida pelo traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, um dos líderes do grupo criminoso Comando Vermelho, que dominava na época o Complexo do Alemão. As investigações indicam que participaram do crime outros nove traficantes de sua quadrilha. Antes da execução, os traficantes fizeram uma espécie de julgamento para decidir sobre a morte do jornalista. Ele foi torturado antes de morrer, com golpes de uma espada ninja. Seu corpo foi queimado na localidade da Grota.
Ele também teria sido esquartejado antes de ser queimado, método popularmente chamado como "micro-ondas" e usado para ocultar o cadáver e o crime.
Tim Lopes foi homenageado pela escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi no carnaval do ano seguinte, com o enredo "Não calem minha voz", uma homenagem à imprensa, onde um dos versos dizia "a verdade tim-tim por tim-tim", numa referência ao apelido do jornalista.

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