sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O Homem e a Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lagrimas.
O homem é capaz de todos os heroísmo;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
a mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter, no crânio uma larva;
Sonhar é ter, na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

"Victor Hugo - escritor e poeta francês - "

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Elisa Lynch

Elisa Lynch luta. Seus cabelos dourados esvoaçavam a guerra, comandando um exército desesperado de mulheres de pele morena e cabelos negros, armadas de enxadas e paus para enfrentar os soldados da Tríplice aliança, aquela que Galeano chama de "Tríplice Infâmia". Galeano romanceia para nos mostrar Elisa cavando com as unhas uma sepultura para seu amado, o marechal Francisco Solano López, na terra paraguaia de Cerro Corá.

Irlandesa, ela conheceu Solano López em Paris e com ele mudou-se para o Paraguai. Viveu dezesseis anos como sua companheira e teve com ele quatro filhos. Quando soldados brasileiros cercaram o marechal Solano López, ela estava presente e viu ele, enlouquecido, e seu filho predileto serem mortos em combate.

Com o fim da guerra, Elisa Lynch voltou para a Europa, vivendo em Paris e Londres. Ainda tentou regressar ao Paraguai, mas terminou seus dias em solo europeu, morrendo aos 52 anos, em 25 de julho de 1886.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Canção das Mulheres

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Que o outro saiba quando estou com medo,
e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e 
não vá embora batendo a porta, mas entenda que não
amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e
não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva
saiba me dizer com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim,
nem se aproveite disso.
Que o outro-filho, amigo, marido, amante
não me considere sempre disponível,
sempre necessariamente compreensiva,
mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que finalmente, o outro entenda que mesmo ás vezes me esforço,
não sou nem devo ser, a mulher-maravilha,
mas apenas uma pessoa vulnerável e forte,
incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa
UMA MULHER



MARIA BERNADETE DE CARVALHO ALMONDES, poetisa de Picos, Piauí.